GUY MOQUET
O oportunismo político não tem limites. Há políticos que, para conseguirem os seus fins
não hesitam a se cobrir de ridículo. Foi o que aconteceu com Benjamin Lancar, chefe de fila da juventude UMP, o partido de Sarkozy.
Querendo seguir as pegadas do seu chefe que em em Abril de 2007 após ser eleito Presidente da República, e tomar posse, fez ler nos colégios de França, uma carta de de Guy Moquet enviada a seus pais antes de ser fuzilado pelas tropas de Hitler, que ocupavam a França. Quis o energúmeno se servir da heroicidade de Guy Moquet, jovem comunista de 17 anos, para apelar aos jovens lhes seguissem o exemplo para aceitarem a nova lei sobre a reforma que lhes está a ser imposta. O ridículo não mata, o que permite a este indivíduo de continuar a dizer ordinarices como a de louvar Pierre Laval, ministro de Vichy e colaborador do nazismo. Para ele, Lancar, "O Laval de 1932 é o Sarkozy de 2010.
Por vezes a verdade sai da boca sem o querer.
Vale a pena contar a história de Guy Moquet: Um Herói da Resistência Francesa
Logo após a prisão do seu pai, deputado comunista, e deportado para um campo de concentração na Argélia em 1939, Guy moquet, então com 16 anos, decide aderir à juventude comunista. Preso um ano mais tarde quando fazia uma distribuição de panfletos em Paris. Apesar de ter sido absolvido pelo tribunal, foi enviado para o campo prisional de Chateaubriand no Loire-Atlantique.
Foi fuzilado a 22 de Outubro de 1941 com mais 26 companheiros de prisão, em represália da morte de um oficial alemão. Antes de morrer, escreveu uma carta a seus pais onde dizia que a sua morte pudesse servir a alguma coisa.
Uma estação do metro de Paris e um grande numero de vilas têm ruas com o seu nome.
A carta escrita a seus pais diz o seguinte:
Minha querida mamã, meu querido papá, meu querido pequeno irmão.Eu vou morrer! O que vos peço, tu, em particular minha querida mamã, é de seres corajosa. Eu sou e quero ser tanto como os que passaram antes de mim. Certo, eu queria viver. Mas o que desejo do coração, é que a minha morte sirva a alguma coisa. Eu não pude abraçar Jean. Abracei meus dois camaradas e irmãos Roger e Rino. Quanto ao verdadeiro não o posso fazer infelizmente. Espero que todos os meus haveres te serão enviados eles poderão servir a Serge, que espero será contente de os usar um dia. A ti querido papá, se eu te fiz, como à querida mamã, algumas penas, te saúdo uma ultima vez. Saibas que fiz o meu melhor para seguir o caminho que tu me traçaste.
Um ultimo adeus a todos os meus amigos, ao meu irmão que amo muito. Que ele estude bem para mais tarde poder ser um homem.
17 anos e meio, a minha vida foi curta, eu não tenho nenhum pesar, a não ser a de vos deixar a todos. Eu vou morrer na companhia de Tintin, de Michel. Mamã o que te peço e quero que me o prometas, é de ser corajosa e superar a tua pena.
Eu não posso escrever muito mais. Vou deixar-vos a todos, Mamã, Papá, Serge em vos abraçando com todo o meu coração de criança Coragem!
Vosso Guy que vos ama.
Ultimo pensamento: Vós todos que ficais sejais dignos de nós dos 27 que vão morrer.
QUELHA FUNDA
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