Higiene e Saúde Pública
Tenho por hábito,todas as manhãs, dar uma volta pelas ruas do Tortosendo; e não posso deixar de verificar que o Tortosendo é uma vila cada vez mais suja e mal cheirosa.
Não sei se os vidros dos meus óculos são de cor diferente dos que usam os responsáveis da autarquia ou se aquilo que vejo é diferente do que vêem tão ilustres senhores? É possível que o que eu vejo como lixo, esses senhores o vejam como flores. É possível que o cheiro nauseabundo que me chega ao nariz, ao deles seja um perfume de rosas ou de alecrim, mas se sou eu que estou enganado tenho a dizer que há muita gente que me acompanha. Há muita gente indignada de ver o abandono em que muitas ruas se encontram. A rua Nova dos Olivais é o exemplo mais flagrante desse abandono, permite-se que haja pocilgas em lojas de prédios abandonados.
No momento que uma campanha de higiene pública está em marcha devido à epidemia gripal que afecta todos os países do Mundo, no Tortosendo continuamos a assobiar para o ar.
Há uma coisa que o povo do Tortosendo e os eleitores, em particular, não pode e não deve esquecer. O Senhor Presidente da Junta de Freguesia, e futuro candidato à mesma, tem como profissão: Médico. O que significa que as suas responsabilidades são acrescidas
Quelha Funda
terça-feira, 25 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
dA Esquerda Caviar
Em período de eleições é de bom tom, os senhores que (des)governam o país virem lembrar, aos eleitores, que são homens de esquerda e que o P.S. é o único partido de esquerda e democrático do país. Não sei qual o conceito que estes senhores fazem da esquerda mas talvez seja por se sentarem à esquerda de outros nos grandes repastos do capital. E querendo passar por ofendidos vêm pela pena do transfuga, Vital Moreia, que afirma, no Público, no alto da sua arrogância, que: "É evidente que, para o P.C.P. e o BE, o principal objectivo é derrotar o P.S., mesmo à custa da entrega do poder à direita".
Gostaria que ele explicasse qual a diferença entre a política de esquerda do P.S. e a política de direita do P.S.D.? Para o povo e em particular para os trabalhadores, a única diferença, é os tachos mudarem de mão e é este o receio de Vital Moreira e seus amigos.
Ser de esquerda é estar ao lado de quem trabalha, de quem sofre, dos humildes, do povo. Ser de esquerda é criar uma sociedade que incarne os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Ser de esquerda é ter em conta os ensinamentos de Marx que a grande maioria dos socialistas meteram na gaveta.
Foi o filósofo francês, Michel Onfray, que muito bem descreveu esta esquerda caviar de que tanto se arroga Sócrates e seus amigos: " A esquerda que tradicionalmente se instalava do lado dos pobres, falava por eles, marchava ao seu lado, aquela que em virtude da sua mística e do seu génio colérico, se alimentava do povo, esta esquerda traiu vergonhosamente. Em se alinhando às teses liberais ela afirma uma visão do Mundo idêntica à dos predadores da direita".
Sócrates, Mário Soares, Sampaio como Vital Moreira, Pina Moura, José Magalhães e outros renegados que vieram do comunismo para poderem rapar no tacho do capitalismo, são, em Portugal os herdeiros dos Rocard, Jospin, Delors, Lamy e tantos outros que se aliando ao capital fizeram do P.S. francês a manta de retalhos que hoje é.
Todos portadores da tradição Judaica-Cristã que fez do ser humano um objecto de piedade e de caridade e não um ser Humano com direitos e deveres.
Não é por acaso que todos eles puseram em prática uma política que se desvia da sociedade solidária que eles tinham como mandato para construir .
A Europa que ajudaram a construir é o exemplo revelador da sua traição
Quelha Funda
Em período de eleições é de bom tom, os senhores que (des)governam o país virem lembrar, aos eleitores, que são homens de esquerda e que o P.S. é o único partido de esquerda e democrático do país. Não sei qual o conceito que estes senhores fazem da esquerda mas talvez seja por se sentarem à esquerda de outros nos grandes repastos do capital. E querendo passar por ofendidos vêm pela pena do transfuga, Vital Moreia, que afirma, no Público, no alto da sua arrogância, que: "É evidente que, para o P.C.P. e o BE, o principal objectivo é derrotar o P.S., mesmo à custa da entrega do poder à direita".
Gostaria que ele explicasse qual a diferença entre a política de esquerda do P.S. e a política de direita do P.S.D.? Para o povo e em particular para os trabalhadores, a única diferença, é os tachos mudarem de mão e é este o receio de Vital Moreira e seus amigos.
Ser de esquerda é estar ao lado de quem trabalha, de quem sofre, dos humildes, do povo. Ser de esquerda é criar uma sociedade que incarne os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Ser de esquerda é ter em conta os ensinamentos de Marx que a grande maioria dos socialistas meteram na gaveta.
Foi o filósofo francês, Michel Onfray, que muito bem descreveu esta esquerda caviar de que tanto se arroga Sócrates e seus amigos: " A esquerda que tradicionalmente se instalava do lado dos pobres, falava por eles, marchava ao seu lado, aquela que em virtude da sua mística e do seu génio colérico, se alimentava do povo, esta esquerda traiu vergonhosamente. Em se alinhando às teses liberais ela afirma uma visão do Mundo idêntica à dos predadores da direita".
Sócrates, Mário Soares, Sampaio como Vital Moreira, Pina Moura, José Magalhães e outros renegados que vieram do comunismo para poderem rapar no tacho do capitalismo, são, em Portugal os herdeiros dos Rocard, Jospin, Delors, Lamy e tantos outros que se aliando ao capital fizeram do P.S. francês a manta de retalhos que hoje é.
Todos portadores da tradição Judaica-Cristã que fez do ser humano um objecto de piedade e de caridade e não um ser Humano com direitos e deveres.
Não é por acaso que todos eles puseram em prática uma política que se desvia da sociedade solidária que eles tinham como mandato para construir .
A Europa que ajudaram a construir é o exemplo revelador da sua traição
Quelha Funda
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Política
A comuna de Paris
A Comuna de paris foi, e continua, um marco histórico que serviu de guia a muitos pensadores e revolucionários. Marx e Engels muito escreveram sobre ela mas outros houve que fizeram dela parte da sua obra. Um deles foi o grande poeta e dramaturgo alemão: Brecht.
Regressando,ele, em 1948 a Alemanha Socialista, depois da vitória soviética sobre o nazismo, e de passagem pela Suíça, escreveu com a ajuda de Ruth Berlau, sua companheira no momento,uma peça histórica: "Os Dias da Comuna". É uma obra solidamente documentada, que mistura personagens históricas e heróis populares. Uma obra mais lírica e cómica que épica. Foi uma peça pouco jogada devido ao momento histórico que se vivia na Alemanha Democrática e na Europa
Aqui ficam os últimos estrofes do canto inserido na peça e que tem por titulo: "Resolution des Communards".
Considerando que nunca ides conseguir a nos assegurar salários decentes,
Vamos retomar nós mesmos as fábricas.
Considerando que sem vós haverá o suficiente para nós
Considerando que foi vossa, a escolha de nos ameaçar com espingardas e canhões
Nós decidimos que que uma vida miserável era para nós pior que a morte
Considerando que, seja o que ele possa prometer,
Nós não fazemos mais confiança ao governo.
Nós decidimos que doravante, sobre nossa própria direcção,
Nós construiremos uma vida melhor.
Considerando que aos canhões vós obedeceis,
Que é só a linguagem que vós compreendeis,
Nós temos o dever, e é todo o benefício,
Retornar,portanto, os canhões contra vós
Quelha Funda
A Comuna de paris foi, e continua, um marco histórico que serviu de guia a muitos pensadores e revolucionários. Marx e Engels muito escreveram sobre ela mas outros houve que fizeram dela parte da sua obra. Um deles foi o grande poeta e dramaturgo alemão: Brecht.
Regressando,ele, em 1948 a Alemanha Socialista, depois da vitória soviética sobre o nazismo, e de passagem pela Suíça, escreveu com a ajuda de Ruth Berlau, sua companheira no momento,uma peça histórica: "Os Dias da Comuna". É uma obra solidamente documentada, que mistura personagens históricas e heróis populares. Uma obra mais lírica e cómica que épica. Foi uma peça pouco jogada devido ao momento histórico que se vivia na Alemanha Democrática e na Europa
Aqui ficam os últimos estrofes do canto inserido na peça e que tem por titulo: "Resolution des Communards".
Considerando que nunca ides conseguir a nos assegurar salários decentes,
Vamos retomar nós mesmos as fábricas.
Considerando que sem vós haverá o suficiente para nós
Considerando que foi vossa, a escolha de nos ameaçar com espingardas e canhões
Nós decidimos que que uma vida miserável era para nós pior que a morte
Considerando que, seja o que ele possa prometer,
Nós não fazemos mais confiança ao governo.
Nós decidimos que doravante, sobre nossa própria direcção,
Nós construiremos uma vida melhor.
Considerando que aos canhões vós obedeceis,
Que é só a linguagem que vós compreendeis,
Nós temos o dever, e é todo o benefício,
Retornar,portanto, os canhões contra vós
Quelha Funda
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Politica
A Democracia e a Nova Esquerda
Os bolchevistas estavam convencidos que a Rússia Czarista, chegando tarde aos métodos de exploração e de acumulação modernos, representava a malha mais fraca do capitalismo. E eles fizeram-na saltar. Só que a nova malha não era mais resistente e o capitalismo conseguiu, depois de várias tentativas, dar o assalto final à Revolução de Outubro. A queda da URSS provocou uma reacção em cadeia e o fim de todas as democracias, na Europa, de economia planificada.
A fachada destruída, os que recusavam ver o que havia no interior, não terminam de mostrar o que de menos bom havia, porque havia, para nos fazer aceitar como novo horizonte o regime que sucedeu á Grande Revolução Russa.
A nova flama devia, em princípio, ter por efeito libertar os povos do jugo totalitário para os render á democracia. Eles foram, principalmente, entregues ao capitalismo de mercado, que depois muito tempo esperava de entrar na posse de uma herança à qual nunca tinha renunciado. O Estado e a política retornam enfim ao seu lugar, aquele que o capital lhe destina,que na ocorrência, reserva para ele o primeiro. Para o resto, a democracia espera sempre o seu povo e o povo a democracia.
Espaços até lá proibidos foram abertos ao investimento privado tirando nessas terras de exploração um novo dinamismo; e, réplica social este imenso tremor de terra político, assistimos na nossa própria esfera ao desmembramento de áreas inteiras do Estado providência. No resto, as populações são convidadas a renunciar a um numero de vantagens sociais obtidas noutros tempos.
Democracia obriga, estes recuos foram impostos com o aval eleitoral.
E a fábrica das ideias também não foi poupada. Uma oportunidade para se desembaraçar da herança crítica do movimento operário principalmente dos seus conhecimentos teóricos, ensinados por Marx e por nenhum outro. Nunca se viu antes dele igual esforço para pôr a nu as injustiças da ilegalidade social!
Os novos democratas, alter-reformistas e outros mascarados de socialistas que entraram na carreira depois que os mais velhos não são lá, guardaram deles a principal virtude. Eles pertencem ao álbum de família da mesma classe; eles escolheram caminhos diferentes mas seguem o mesmo objectivo, como dizia Marx: "render hereditários os abusos em os reforçando,fazendo de tempos em tempos uma transfusão de sangue novo.
O capitalismo modulado tem necessidade de críticas para o seu desenvolvimento. Para isso tem de recuperar
"certos elementos de ideologias contestatárias" para ser contestável. Donde a função de "filósofos, sociólogos, psicólogos, economistas, jornalistas e cineastas a troco de subvenções". O crescimento destas novos grupos de assalariados privilegiados, ligados ao, cada vez maior numero, de categorias sociais improdutivas que se interpõem entre o proletariado e a classe dominante joga um role fundamental na consolidação das sociedades capitalistas.
Quelha Funda
Os bolchevistas estavam convencidos que a Rússia Czarista, chegando tarde aos métodos de exploração e de acumulação modernos, representava a malha mais fraca do capitalismo. E eles fizeram-na saltar. Só que a nova malha não era mais resistente e o capitalismo conseguiu, depois de várias tentativas, dar o assalto final à Revolução de Outubro. A queda da URSS provocou uma reacção em cadeia e o fim de todas as democracias, na Europa, de economia planificada.
A fachada destruída, os que recusavam ver o que havia no interior, não terminam de mostrar o que de menos bom havia, porque havia, para nos fazer aceitar como novo horizonte o regime que sucedeu á Grande Revolução Russa.
A nova flama devia, em princípio, ter por efeito libertar os povos do jugo totalitário para os render á democracia. Eles foram, principalmente, entregues ao capitalismo de mercado, que depois muito tempo esperava de entrar na posse de uma herança à qual nunca tinha renunciado. O Estado e a política retornam enfim ao seu lugar, aquele que o capital lhe destina,que na ocorrência, reserva para ele o primeiro. Para o resto, a democracia espera sempre o seu povo e o povo a democracia.
Espaços até lá proibidos foram abertos ao investimento privado tirando nessas terras de exploração um novo dinamismo; e, réplica social este imenso tremor de terra político, assistimos na nossa própria esfera ao desmembramento de áreas inteiras do Estado providência. No resto, as populações são convidadas a renunciar a um numero de vantagens sociais obtidas noutros tempos.
Democracia obriga, estes recuos foram impostos com o aval eleitoral.
E a fábrica das ideias também não foi poupada. Uma oportunidade para se desembaraçar da herança crítica do movimento operário principalmente dos seus conhecimentos teóricos, ensinados por Marx e por nenhum outro. Nunca se viu antes dele igual esforço para pôr a nu as injustiças da ilegalidade social!
Os novos democratas, alter-reformistas e outros mascarados de socialistas que entraram na carreira depois que os mais velhos não são lá, guardaram deles a principal virtude. Eles pertencem ao álbum de família da mesma classe; eles escolheram caminhos diferentes mas seguem o mesmo objectivo, como dizia Marx: "render hereditários os abusos em os reforçando,fazendo de tempos em tempos uma transfusão de sangue novo.
O capitalismo modulado tem necessidade de críticas para o seu desenvolvimento. Para isso tem de recuperar
"certos elementos de ideologias contestatárias" para ser contestável. Donde a função de "filósofos, sociólogos, psicólogos, economistas, jornalistas e cineastas a troco de subvenções". O crescimento destas novos grupos de assalariados privilegiados, ligados ao, cada vez maior numero, de categorias sociais improdutivas que se interpõem entre o proletariado e a classe dominante joga um role fundamental na consolidação das sociedades capitalistas.
Quelha Funda
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Política
Liberdade
Ser livre, é fazer o que queremos. Mas isso só se entende em várias diferenças.
É em primeiro, a liberdade de fazer: liberdade de acção, do contrário para lá da obrigação do obstáculo, da escravatura. A liberdade, escreveu Hobbes,"não é outra coisa que a falta de todos os impedimentos que se opõem a qualquer movimento: assim a água que se verte dentro de um vaso não é livre por o vaso a impedir que ela se derrame; mas logo que o vaso se parte ela reencontra a sua liberdade, É desta maneira que uma pessoa goza de mais ou menos de liberdade segundo o espaço que lhe dão". Eu sou livre de agir quando nada nem niguém me impede. Esta liberdade nunca é absoluta (há sempre obstáculos) e raramente nula. Mesmo se o prisioneiro, na sua célula, pode ordnáriamente ficar sentado ou se levantar, falar ou estar calado, preparar uma evasão ou seduzir os guardas...Um cidadão não pode em qualquer situação,fazer tudo o que deseja. Os outros e as leis são tanto de obstáculos que só poderá transpor ao risco de muitos perigos.
É por isso que se fala muita vez, para designar esta liberdade, da iberdade no sentido político: porque o Estado é a primeira força que a limita, mas é também a unica força que a garante. Ela é maior num Estado de direito que num estado natural: porque a lei permite as liberdades de uns e de outros de coabitar em lugar de se oporem, de se reforçarem (mesmo em se limitando mutualmente) em vez de se destruirem. "onde não há lei,dizia Locke, também não há liberdade." O Estado limita a liberdade? Sem dúvida; mas ele limita também a dos outros, o que permite que só a sua possa existir. Sem leis não haverá que a violencia e o medo. E que de menos livre que um indivíduo sempre temeroso e ameaçado?
Ser livre, no entanto, é fazer o que se quer: librdade de acção, liberdade no sentido político, liberdade fisica e relativa. É a liberdade segundo Hobbes, Locke ou Voltaire ("a liberdadenão não é que o poder de agir") e a unica talvez,onde não podemos contestar nem a realidade nem o preço
Quelha Funda
Ser livre, é fazer o que queremos. Mas isso só se entende em várias diferenças.
É em primeiro, a liberdade de fazer: liberdade de acção, do contrário para lá da obrigação do obstáculo, da escravatura. A liberdade, escreveu Hobbes,"não é outra coisa que a falta de todos os impedimentos que se opõem a qualquer movimento: assim a água que se verte dentro de um vaso não é livre por o vaso a impedir que ela se derrame; mas logo que o vaso se parte ela reencontra a sua liberdade, É desta maneira que uma pessoa goza de mais ou menos de liberdade segundo o espaço que lhe dão". Eu sou livre de agir quando nada nem niguém me impede. Esta liberdade nunca é absoluta (há sempre obstáculos) e raramente nula. Mesmo se o prisioneiro, na sua célula, pode ordnáriamente ficar sentado ou se levantar, falar ou estar calado, preparar uma evasão ou seduzir os guardas...Um cidadão não pode em qualquer situação,fazer tudo o que deseja. Os outros e as leis são tanto de obstáculos que só poderá transpor ao risco de muitos perigos.
É por isso que se fala muita vez, para designar esta liberdade, da iberdade no sentido político: porque o Estado é a primeira força que a limita, mas é também a unica força que a garante. Ela é maior num Estado de direito que num estado natural: porque a lei permite as liberdades de uns e de outros de coabitar em lugar de se oporem, de se reforçarem (mesmo em se limitando mutualmente) em vez de se destruirem. "onde não há lei,dizia Locke, também não há liberdade." O Estado limita a liberdade? Sem dúvida; mas ele limita também a dos outros, o que permite que só a sua possa existir. Sem leis não haverá que a violencia e o medo. E que de menos livre que um indivíduo sempre temeroso e ameaçado?
Ser livre, no entanto, é fazer o que se quer: librdade de acção, liberdade no sentido político, liberdade fisica e relativa. É a liberdade segundo Hobbes, Locke ou Voltaire ("a liberdadenão não é que o poder de agir") e a unica talvez,onde não podemos contestar nem a realidade nem o preço
Quelha Funda
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Política
A Política Americana e a Europa
Em 2003, uma larga maioria de pessoas, de todos os países da Europa, eram contra a guerra americana no Iraque. Os governos alemão, francês e belga tomaram posições de acordo com ésta maioria enquanto que um grande numero de outros países, entre eles o governo português de Barroso, se alinharam aos Estados-Unidos. Quatro anos mais tarde, os Estados-Unidos, estavam enlameados no Iraque e no Afeganistão e a sua
"guerra de terror" mão fez que encorajar o terrorismo em todas as suas formas.
No entanto no monento em que a sua política de independência se justifica pelos acontecimentos, a França, depois de uma eleição presidencial onde a política estrangeira esteve absenta do debate, se aproxima da administração americana e prepara a opinião a aceitar uma nova guerra,ela também ilegal e perigosa,contra o Irão.
Assim a política estrangeira, que parece estar longe mas que afecta a médio prazo a vida de todos nós, escápa totalmente ao controlo democrático-como é já ocaso nos Estado-Unidos.
Os Estados-Unidos sofrem da incapacidade de aceitar as mudanças que se produzem no mundo: eles perdem a sua dominação sobre a América Latina,estando cada vez mais dependentes da Ásia, principalmente da China. Sobre o plano militar eles mostraram no Iraque, não a sua força mas a sua fraqueza, eles são incapazes de conter a subida do poder da Russia e da China. O custo humano em termos de desigualdade, de encarceração, de gaspilhagem, do baixo nivel de ensino e de insegurança social do "modelo americano" e da sua prepétua corrida aos armamentos não pode ser subestimada.
Malhorosamente a maioria dos homens políticos, dos médias e das elites europeias continua a ser fascinada por este modelo, ao ponto de o seguir nos seus piores erros.
O rol possivel e necessário da Europa é muito diferente. Há ao menos três coisas que a história do século xx ensinou, ou devia ter ensinado, aos Europeus: uma guerra é sempre mais fácil a começar que a terminar; a noção da guerra preventiva não é aceitável; a decolonizaçao fez escapar a maior parte do mundo ao seu controlo.
O que quer que seja que nós pensamos da China, da India, da Russia, do mundo muçulmano, da África ou da América Latina, nós devemos viver com o resto do mundo e não contra a ele. Isso deve nos levar a renforçar a diplomacia e a negociação no lugar de ameaças e de ultimatos.
Aos que querem nos fazer calar com a acusação fácil de anti-americanismo, devemos responder que nós não temos alguma hostilidade para com o povo americano, que precisa, ele também, de um novo modelo de páz e de igualdade social. O melhor meio de o ajudar é de prosseguir este caminho nós mesmo, no lugar de copiar um modelo e uma política que nos levarão todos ao desastre.
Mais fundamentalmente,em oferecendo ao mundo e aos cidadãos americanos uma alternativa às ilusões hegemónicas dos dirigentes dos Estados-Unidos, a Europa reatara com o que ela tem de melhor na sua história, as luzes da Revolução Francesa e a laicidade a elaboração do seu modelo social, e a tradição, intaurada por certos Estados depois da guerra, de defesa do direito internacional e da paz.
Quelha Funda
Em 2003, uma larga maioria de pessoas, de todos os países da Europa, eram contra a guerra americana no Iraque. Os governos alemão, francês e belga tomaram posições de acordo com ésta maioria enquanto que um grande numero de outros países, entre eles o governo português de Barroso, se alinharam aos Estados-Unidos. Quatro anos mais tarde, os Estados-Unidos, estavam enlameados no Iraque e no Afeganistão e a sua
"guerra de terror" mão fez que encorajar o terrorismo em todas as suas formas.
No entanto no monento em que a sua política de independência se justifica pelos acontecimentos, a França, depois de uma eleição presidencial onde a política estrangeira esteve absenta do debate, se aproxima da administração americana e prepara a opinião a aceitar uma nova guerra,ela também ilegal e perigosa,contra o Irão.
Assim a política estrangeira, que parece estar longe mas que afecta a médio prazo a vida de todos nós, escápa totalmente ao controlo democrático-como é já ocaso nos Estado-Unidos.
Os Estados-Unidos sofrem da incapacidade de aceitar as mudanças que se produzem no mundo: eles perdem a sua dominação sobre a América Latina,estando cada vez mais dependentes da Ásia, principalmente da China. Sobre o plano militar eles mostraram no Iraque, não a sua força mas a sua fraqueza, eles são incapazes de conter a subida do poder da Russia e da China. O custo humano em termos de desigualdade, de encarceração, de gaspilhagem, do baixo nivel de ensino e de insegurança social do "modelo americano" e da sua prepétua corrida aos armamentos não pode ser subestimada.
Malhorosamente a maioria dos homens políticos, dos médias e das elites europeias continua a ser fascinada por este modelo, ao ponto de o seguir nos seus piores erros.
O rol possivel e necessário da Europa é muito diferente. Há ao menos três coisas que a história do século xx ensinou, ou devia ter ensinado, aos Europeus: uma guerra é sempre mais fácil a começar que a terminar; a noção da guerra preventiva não é aceitável; a decolonizaçao fez escapar a maior parte do mundo ao seu controlo.
O que quer que seja que nós pensamos da China, da India, da Russia, do mundo muçulmano, da África ou da América Latina, nós devemos viver com o resto do mundo e não contra a ele. Isso deve nos levar a renforçar a diplomacia e a negociação no lugar de ameaças e de ultimatos.
Aos que querem nos fazer calar com a acusação fácil de anti-americanismo, devemos responder que nós não temos alguma hostilidade para com o povo americano, que precisa, ele também, de um novo modelo de páz e de igualdade social. O melhor meio de o ajudar é de prosseguir este caminho nós mesmo, no lugar de copiar um modelo e uma política que nos levarão todos ao desastre.
Mais fundamentalmente,em oferecendo ao mundo e aos cidadãos americanos uma alternativa às ilusões hegemónicas dos dirigentes dos Estados-Unidos, a Europa reatara com o que ela tem de melhor na sua história, as luzes da Revolução Francesa e a laicidade a elaboração do seu modelo social, e a tradição, intaurada por certos Estados depois da guerra, de defesa do direito internacional e da paz.
Quelha Funda
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