A Política Americana e a Europa
Em 2003, uma larga maioria de pessoas, de todos os países da Europa, eram contra a guerra americana no Iraque. Os governos alemão, francês e belga tomaram posições de acordo com ésta maioria enquanto que um grande numero de outros países, entre eles o governo português de Barroso, se alinharam aos Estados-Unidos. Quatro anos mais tarde, os Estados-Unidos, estavam enlameados no Iraque e no Afeganistão e a sua
"guerra de terror" mão fez que encorajar o terrorismo em todas as suas formas.
No entanto no monento em que a sua política de independência se justifica pelos acontecimentos, a França, depois de uma eleição presidencial onde a política estrangeira esteve absenta do debate, se aproxima da administração americana e prepara a opinião a aceitar uma nova guerra,ela também ilegal e perigosa,contra o Irão.
Assim a política estrangeira, que parece estar longe mas que afecta a médio prazo a vida de todos nós, escápa totalmente ao controlo democrático-como é já ocaso nos Estado-Unidos.
Os Estados-Unidos sofrem da incapacidade de aceitar as mudanças que se produzem no mundo: eles perdem a sua dominação sobre a América Latina,estando cada vez mais dependentes da Ásia, principalmente da China. Sobre o plano militar eles mostraram no Iraque, não a sua força mas a sua fraqueza, eles são incapazes de conter a subida do poder da Russia e da China. O custo humano em termos de desigualdade, de encarceração, de gaspilhagem, do baixo nivel de ensino e de insegurança social do "modelo americano" e da sua prepétua corrida aos armamentos não pode ser subestimada.
Malhorosamente a maioria dos homens políticos, dos médias e das elites europeias continua a ser fascinada por este modelo, ao ponto de o seguir nos seus piores erros.
O rol possivel e necessário da Europa é muito diferente. Há ao menos três coisas que a história do século xx ensinou, ou devia ter ensinado, aos Europeus: uma guerra é sempre mais fácil a começar que a terminar; a noção da guerra preventiva não é aceitável; a decolonizaçao fez escapar a maior parte do mundo ao seu controlo.
O que quer que seja que nós pensamos da China, da India, da Russia, do mundo muçulmano, da África ou da América Latina, nós devemos viver com o resto do mundo e não contra a ele. Isso deve nos levar a renforçar a diplomacia e a negociação no lugar de ameaças e de ultimatos.
Aos que querem nos fazer calar com a acusação fácil de anti-americanismo, devemos responder que nós não temos alguma hostilidade para com o povo americano, que precisa, ele também, de um novo modelo de páz e de igualdade social. O melhor meio de o ajudar é de prosseguir este caminho nós mesmo, no lugar de copiar um modelo e uma política que nos levarão todos ao desastre.
Mais fundamentalmente,em oferecendo ao mundo e aos cidadãos americanos uma alternativa às ilusões hegemónicas dos dirigentes dos Estados-Unidos, a Europa reatara com o que ela tem de melhor na sua história, as luzes da Revolução Francesa e a laicidade a elaboração do seu modelo social, e a tradição, intaurada por certos Estados depois da guerra, de defesa do direito internacional e da paz.
Quelha Funda
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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