Divagar sobre um livro de Badiou
A partir do meio dos anos setenta do século vinte, começou o refluxo do "decénio vermelho" iniciado por quatro ocorrências da maior importância nas lutas de libertação nacional (Vietnam e Palestina, singularmente ) do movimento mundial da juventude estudantil (Alemanha, Japão, USA, México ), das revoltas em fábricas (França e Italia ) e da Revolução Cultural na China. Este refluxo encontra a sua forma subjectiva na renegação resignada na volta aos costumes, e também eleitorais, da diferença em relação 'a ordem capitalísta-parlamentar ou "ocidental", a convicção de que querer melhor é querer pior, encontra a sua forma intelectual no que em França,tomou o nome muito estranho de "nova filosofía". Sobre esse nome, encontram-se, quase sem mudança, todos os argumentos do anticomunismo americano dos anos cinquenta: os regimes socialistas são despotismos infames,ditaduras saguinárias; na ordem do Estado devemos opor a esse "totalitarismo" socialista a democracia representativa, que é sem dúvida imperfeita, mas de longe, a menos má forma do poder; na ordem moral, filosóficamente a mais importante, devemos impor os valores do "mundo livre", onde os Estados Unidos são o centro e a garantia. A ideia comunista é uma utopia criminosa que,tendo fracassado em todo o lado, deve deixar lugar a uma cultura dos "direitos do homem" que combine com a cultura da liberdade (e também, e em primeiro lugar a liberdade de investir, de possuir e enriquecer, garantia material de todas as outras) e uma representação sacrificada do Bem. O Bem não é outra coisa que a luta contra o Mal, o que quer dizer que devemos ajudar o que se apresenta como vítima do Mal. Quanto ao Mal, é tudoo que o livre Ocidente define como tal, o que Reagan chamava "O Império do Mal".
Encontramo-nos, portanto,no ponto de partida: A ideia comunista.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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