Devemos constatar os casos em que as pessoas não compreendem; procurar saber porque tal acontece,
constatar a repressão, a propaganda dos jornais burgueses, rádio, cinema, etc, procurando todos os meios
possíveis para fazer compreender o que queremos, pelos panfletos, brochuras, jornais, escolas, etc.
Não ter o sentido das realidades, viver na lua e, praticamente, fazer projectos não tendo em nenhuma conta
situações, realidades, é uma atitude idealista que concede a importância primeira aos belos projectos, sem ver
se são realizáveis ou não. Os que criticam continuamente, mas que nada fazem para que as coisas melhorem,
não propondo nenhum remédio, aqueles a quem falta senso crítico para com eles próprios, todos esses são
materialistas não consequentes.
IV. — Conclusão.
Por estes exemplos, vemos que os defeitos, que podemos constatar mais ou menos em cada um de nós, são
idealistas. Somos atingidos, porque separamos a prática da teoria e a burguesia, que nos influenciou, gosta
que não liguemos importância à realidade. Para ela, que defende o idealismo, a teoria e a prática são duas
coisas totalmente diferentes e sem nenhuma relação. Tais defeitos são, pois, nocivos, e devemos combatê-los,
porque aproveitam, no fim de contas, à burguesia. Numa palavra, devemos constatar que esses defeitos,
produzidos em nós pela sociedade, pelas bases teóricas da nossa educação, da nossa cultura, enraizados na
nossa infância, são obra da burguesia - e desembaraçar-nos deles.
Quelha Funda
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
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