É raro o dia,depois de algum tempo, e que já é longo, que ao ler os jornais, ouvir a rádio ou ver a televisão, que a nossa atenção não seja tomada pelos casos de corrupção que vão florindo neste jardim à beira mar plantado e que dá pelo nome: Portugal.
Seja nos negócios ou na política, esta geração fecundada e educada nos gabinetes dos partidos do centro-direita (aqui incluo o Partido Socialista) fornece os artesãos de todas as escróquerias que nos últimos tempos têm flagelado o país.
Eles ocupam altos cargos nas empresas publicas e privadas, são administradores de bancos e ao mesmo tempo Conselheiros de Estado, eles passam de administradores de empresas a membros do governo e vice-versa como se o país seja propriedade de suas excelências.
Tudo isto não é obra do acaso, mas o fruto das sementes lançadas ao longo dos anos depois do 11 de Novembro de 1976. Direi, mesmo antes, porque muitos dos nossos democrátas nunca se deram muito bem com o 25 de Abril e os meses que se seguiram.
Não sei se alguns dadores de lições dormem muito bem, pois são responsáveis do muito que hoje se passa. Só podemos lamentar que a idade de alguns seja um pouco avançada para poderem prestar contas ao povo, que sem escrúpulos, traíram.
Compete à Justiça tomar medidas e deixar de ser cúmplice, e muitas vezes conivente. Ao Povo que trabalha e sofre devem-lhe ser dados outros horizontes. Há que pôr no lugar certo muitos dos que ocupam altos cargos nos ministérios e administrações.
Portugal e o seu Povo merecem outra sorte.
Quelha Funda
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